O filme Sniper Americano (EUA), direção de Clint Eastwood, é uma adaptação do livro homônimo “American Sniper. The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History”.
Conta a trajetória de Chris Kyle (Bradley Cooper), um
exímio atirador de elite das Forças Especiais da Marinha Americana, que recebeu várias
condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque, com um histórico de 160
mortes. Sniper é um atirador de elite que tem a função de proteger sua tropa nas
incursões no Iraque, e era assim que Chris Kyle se sentia, no dever de
defender seus companheiros e sua Pátria.
Um drama de guerra tenso, envolvente, com bela fotografia e
trilha sonora. Filme patriota, foca no sentido americanizado de que os
iraquianos eram selvagens terroristas e os americanos heróis, por combaterem no
Iraque, principalmente após o atentado terrorista às Torres Gêmeas em setembro de 2001.
Chris Kyle, conhecido como “A Lenda”, decidiu se alistar aos
30 anos, justamente após presenciar pela TV o ato terrorista das Torres Gêmeas.
Por 4 vezes ele foi em missão ao Iraque, e mesmo quando voltava para casa, para
junto de sua mulher Taya Kyle ( Sienna Miller) e filhos, Kyle continuava sua guerra íntima,
se sentia deslocado como se tivesse obrigação de retornar para junto dos companheiros
de combate, para defendê-los a qualquer custo.
Com excelente performance o ator Bradley Cooper dá vida ao
protagonista (é também produtor do filme), um rapaz texano que
queria ser cowboy e decide ajudar sua Pátria, e por sua habilidade com armas se tornou o atirador mais letal da história americana.
Filme com ótimo roteiro, mescla cenas fortes e impactantes
da Guerra do Iraque com o conflito interno de Chis Kyle, que como atirador de
elite tinha o poder de decisão sobre suas ações, de salvar ou matar
terroristas, e os traumas que os combatentes carregam pro resto da vida. A sequencia inicial do filme já mostra o que nos espera, quando ele tem que decidir se
atira ou não em uma mulher e uma criança, um suspense brutal e angustiante.
O filme reforça a ideia de que lutar contra o terrorismo é
um ato heroico dos americanos. Mas qualquer guerra é odiosa, não existe
vencedor ou perdedor, mas sobreviventes, que irão carregar este fardo para o
resto de suas vidas.
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