Um filme praticamente de diálogos e questões humanas,
inteligente e sedutor, com uma trilha sonora super afinada ao tema, um filme de
ficção sem época definida. Quem sabe num futuro próximo?
Com cinco indicações ao Oscar 2014, o filme Ela (Her), do
diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovich, 1999), é uma mistura de drama e
ficção. Um filme que funde de forma intensa a tecnologia à vida das pessoas,
como algo quase insubstituível, como uma forma de minimizar a solidão humana.
Com um roteiro super original e excêntrico, o genial diretor conseguiu
uma façanha impensável, um romance entre um ser humano e um sistema
operacional.
De forma fascinante conhecemos Theodore ( Joaquin Phoenix),
um escritor que trabalha em uma empresa de mensagens de amor, inclusive ele
dita as mensagens que saem escritas no computador, em um tempo futuro não tão distante do hoje. Deprimido, com sua vida afetiva em baixa após o término de seu casamento com Catherine (Rooney
Mara), Theodore usa a tecnologia
para se distrair com games interativos, para namoros virtuais, etc. De poucos amigos, divide com sua amiga Amy (Amy Adams) e seu marido, seus problemas pessoais e existenciais.
Quando recebe um aplicativo de computador, um SO (Sistema Operacional Inteligente) chamada Samantha, a partir desse encontro sua vida começa a mudar. Theodore interage com Samantha ( na voz rouca e sexy de Scarlet Johansson) o tempo inteiro, recebe conselhos tipo auto ajuda, construindo uma amizade virtual. Em pouco tempo homem e máquina se apaixonam. Theodore leva Samantha para todos os lugares, compartilha com ela grandes momentos de prazer e alegria, e chegam até a fazer sexo virtual; enfim, Theodore encontra praticamente sua alma gêmea, começa a sair da solidão que ele próprio se enclausurou, mas falta algo, pois afinal, Samantha não tem a presença física.
Quando recebe um aplicativo de computador, um SO (Sistema Operacional Inteligente) chamada Samantha, a partir desse encontro sua vida começa a mudar. Theodore interage com Samantha ( na voz rouca e sexy de Scarlet Johansson) o tempo inteiro, recebe conselhos tipo auto ajuda, construindo uma amizade virtual. Em pouco tempo homem e máquina se apaixonam. Theodore leva Samantha para todos os lugares, compartilha com ela grandes momentos de prazer e alegria, e chegam até a fazer sexo virtual; enfim, Theodore encontra praticamente sua alma gêmea, começa a sair da solidão que ele próprio se enclausurou, mas falta algo, pois afinal, Samantha não tem a presença física.
Com momentos tristes, outros alegres, alguns consistentes
mas em geral estranhos, começamos a nos identificar com o personagem Theodore,
magistralmente interpretado por Joaquin Phoenix, e sua coadjuvante Samantha, com diálogos inteligentes
que nos deixa com vontade de participar. Difícil de aceitar uma situação desta?
Não, se partirmos da premissa do quanto nos sentimos perto das pessoas através
dos smartphones, dos faces e aplicativos atuais.
Um romance diferente que nos leva à reflexão sobre o uso da
tecnologia como substituto de encontros entre pessoas; nos fala de relações humanas e
suas dificuldades reais, de solidão, da questão atual de ter tempo para as
pessoas, do aprender a compartilhar e amar. Que não existe relacionamentos
perfeitos pois somos humanos com qualidades e defeitos, mas que é preciso
acreditar, renunciar e apostar no amor para construir uma relação real e
verdadeira.
E fica uma lição de vida no final deste filme genial, que
desliguemos os celulares e tablets que tanto aproximam e afastam as pessoas,
para olharmos com prazer a nossa vida real ; e se estivermos com alguém que nos
faz bem e que amamos, aproveitemos este instante, e no silenciar da tecnologia nos abracemos,
lembrando o que existe de humano dentro de cada um de nós.
Um filme sensível, original e primoroso para quem gosta de
reflexão, nesta história de amor de ficção que nos reporta à nossa realidade. Excêntrico e humano, um grande filme futurista, este é
realmente imperdível!!!
Para começar, Joaquin Phoenix faz um Theodore encantador, capaz de apaixonar qualquer SO...rsrsrs...
ResponderExcluirFilme muito bom, em que o virtual acaba por repetir o real, e o fluxo que leva ao término de muitos relacionamentos. Diálogos muito demais e reflexões idem.
É um filme a ser revisto pelo texto, e por Phoenix.
Ah, guardei duas frases: "Apaixonar-se é a única forma de loucura socialmente aceitável", embora?
Outra: "O passado é uma história que contamos para nós mesmos".
Iríamos nos divertir e pensar, juntas, hein?