domingo, 1 de março de 2015

50 TONS DE CINZA





O tão esperado filme 50 Tons de Cinza (EUA), da diretora SamTaylor-Johnson, chega ao Brasil e já bate recorde de bilheteria.
Baseado no Best-seller  da escritora E. L. James, já existe a trilogia com vendagem de mais de 100 milhões de exemplares.
Anastásia Steele (Dakota Johnson), estudante de literatura, é uma jovem virgem recatada. Ao fazer uma entrevista com o charmoso magnata milionário Christian Grey (Jamie Doman), ocorre uma atração irresistível entre ambos e eles se tornam amantes. Mas para o Dr. Grey existem regras no relacionamento sexual tipo sadomasoquista, em que ele é o dominador e a parceira terá que se submeter ao que ele determinar. Isto é novo para Anastásia, que fica em dúvida se aceita ou não esse tipo de relacionamento.
Romance em que o marketing é todo voltado para o erotismo com ambiente e atores esteticamente corretos demais. Tem momentos bem humorados em locais bonitos, apesar da fórmula machista e retrógrada. E as cenas de sexo não são tão ardentes como as divulgadas no trailer,  “para perder o controle”. São bem filmadas mas muito artificiais. E existe o “quarto vermelho da dor” tão esteticamente arrumado, que não causa frisson.
O ator Jamie Doman com atuação fraca e sem expressão, não convence como um milionário sádico. A bonita atriz Dakota Johnson está melhorzinha, mas a mordida no lábio inferior que a todo instante ela dá, chega a irritar, como se este artifício demonstrasse a sua sensualidade.
Filme fraco e chato, com trama e roteiro pobre, um final indicativo que vai ter sequencia, um blefe com bilheteria certa. A maior qualidade está na trilha sonora, que é bem agradável.
Na realidade, que controle este suposto sádico Grey possui neste jogo de sedução, se a cada chicotada tem a cerimônia de perguntar a pobre Anastácia se gostou e quer mais?
Elementar demais, caro casal Grey e Anastásia!



Nenhum comentário:

Postar um comentário